“Beijo meu
anjo”. Esse poderia ser um tchau, ou um último e único adeus. Acontece que
virando à esquina, ele olhou-a novamente, e lembrou-se dos seus olhos ao sorrir
olhando o sol, descobriu também que nunca em qualquer que fosse o horizonte,
acharia alguém para lhe mostrar que mesmo sendo de papel, apenas com o impulso
do vento, o aviãozinho dobrado poderia voar e como isso, na vida não precisa
ser de verdade ou seguro, como aviões de ferro e guiado por uma torre, apenas é
necessário crer e sentir, pois mesmo de papel, é possível guiar-se sem
cair.
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