quarta-feira, 14 de março de 2012

Desvairado Tempo.


Pare, descanse. Dê um tempo ao tempo. Perceba como o vento leva as nuvens vagarosamente pelo infinito azul do céu.
Vá à cozinha, prepare um café, pegue um biscoito, e sente-se. Apenas sente-se na janela do seu quarto; apenas sinta a chuva que cai, como os pingos d’água molham levemente o chão.
Aprenda; tudo na vida, certo dia será futilidade. O tempo não para, logo após ela - a vida - morreremos, e bom, naturalmente, tudo ficará para trás. Não desanime, mesmo assim busque.
Não se acomode, não desista nada vem de graça. Nem mesmo o vento. Pois para senti-lo, é necessário que pausem alguns desvairados segundos de sua vida, e somente perceba como uma simples brisa pode dá-lo o fôlego que a tanto procurava.  

Um comentário:

  1. Li seu blog -acredite, cada palavra- gostei. A subjetividade com que você trata as coisas, brincando com as palavras -pra não dizer com a realidade-. Me lembra muito de mim; ou pelo menos de um pedaço de mim que ainda tinha a capacidade de sentir para reproduzir. Seu blog me deu uma nostalgia de mim, se é que isso faz algum sentido -não que as coisas precisem fazer sentido-. Enfim, espero que a vida não drene seus sentimentos e com isso esse seu dom -é frustrante, acredite- Parabéns. De verdade. Seguindo~

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